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domingo, 4 de setembro de 2011

Encontre-me num congresso por vir...



... provocar é mais interessante do que simplesmente evocar.



Leituras:

Numa leitura é importante reconhecer as velocidades e suas alternâncias, que podem ser lentas, rápidas e até catatônicas. Muitas vezes se confunde a pressa com as velocidades, e insisto que a pressa é a inimiga das velocidades. Os escritos de Deleuze & Guattari produzem efeitos diversos, que podem ser de esquizoanálise ou não. Leituras apressadas são piores do que sobrevoos rasantes. Conceitos são datados, são algo vivo, são produzidos (inventados), funcionam e morrem. Há casos em que conceitos são simplesmente evocados, mas esvaziados de sentido(s), o que é triste num sentido spinozista, e vale o alerta para a esquizoanálise e também para outras propostas - (gritar "viva o múltiplo", ainda não é fazê-lo, é preciso fazer o múltiplo.).


Dualismos:

Ah! Os dualismos e os riscos de cairmos em dicotomias: há uma esquina digital, outra analógica, dentre outras várias, mas o que interessa entre as esquinas são seus cruzamentos, rupturas. Pouco importa qual a esquina, mas sim o que por ela passa, ou não passa. De repente compor um plano de consistência entre dois e mais mundos e suas esquinas. ... quando o que une um par são suas diferenças, então já não são dois, tampouco apenas três, de repente uma multiplicidade. Uma multiplicidade qualitativa vai além dos números e estoura o par e os dualismos, mudando-os de natureza. Será? A vespa e a orquídea foram convidadas para o congresso?


Gadgets:

Honestamente, não sei o que é um gadget, esta palavra me faz gaguejar, talvez para daí ser capaz de produzir um conceito gadget, cuja duração não vai muito longe. Hoje estamos na onda dos aplicativos, a palavra gadget é escorregadia, difícil de ser aplicada, o que dirá, explicada. Gadgets, há de toda sorte, e podemos defini-los como algo que já surge sem utilidade, banalizado, mas é aí que de repente reside a força de um gadget. Você acha que ele está morto e ele não está mais lá. Ainda não sabemos o que pode um gadget.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Hatsune Miku: Quando o holograma sai em turnê


“Just 'cause you feel it doesn't mean it's there.” – There There - Radiohead

Hatsune Miku, uma cantora virtual que atualmente faz muito sucesso no Japão, lota casas de espetáculos, enche estádios, arrasta milhares de fãs em seus shows miraculosos. Sim, o holograma saiu em turnê, já não era sem tempo! Presença da não-presença, simulação afectiva, repleta de toda magia que nossa tecnologia audiovisual consegue projetar nos dias de hoje. Trata-se de uma projeção holográfica 3D que simula no centro do palco uma figura que se tornou bastante popular na Terra do Sol Nascente, lá onde o milenar e o high tech se transversalizam, território dos micro-artefatos tecnológicos, da invenção e propagação de gadgets, dos Tamagochis, das lojas em que as pessoas pagam para acarinhar gatos. Sua voz é o resultado da captura do canto de uma garota de 16 anos modificada a partir de sintetizadores de modo a atingir timbres sobrehumanos – ritornelos em série. Sua imagem representa uma celebridade teen, a serviço do marketing. Se eu tinha receio de Lady Gaga nos responder o que pode um corpo, o que temer de Hatsune? Assista ao vídeo e tire suas próprias conclusões: LINK

domingo, 15 de agosto de 2010

Gadgets, soa meio Beckett isso...

(...) gadgets, soa meio Beckett isso, palavra torta, gaga, "Lady Gaga, Lady Gadget" aliás, esta artista que se traveste de gadgets, quem ainda não a assistiu no vídeo de “Bad Romance” e que com(o) os demais gadgets e as demais máquinas “fantásticas” e seus gadgets “fabulosos”, cunha através da expressão de seu corpo e filiações semióticas, os mais variados signos de leitura pop. Signos de sedução, de sensualidade, de androginia, de pastiche, de ironia, ícone pop como fetiche de mercadoria imagético-musical, “Lady Gadget, Lady Gaga”, por favor (não) nos responda o que pode um corpo.

Gadget , expressão que ganha sentido de geringonça, de dispositivo, de aplicativo informático, mas que também é utilizada na forma de conceito por alguns autores (Deleuze, Guattari, Lacan, etc...) a pronúncia no inglês pode ser experimentada aqui: http://pt.forvo.com/word/gadget/ , para quem perdeu o ar ao tentar dizê-la. E não nos esqueçamos de que gadgets que fazem falar, há gadgets que falam por nós.


sábado, 3 de julho de 2010

nothing but gadgets

It’s getting so complicated to convince a kid to wear a watch, a single one gadget machine.