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domingo, 20 de novembro de 2011

(...) noite dessas, numa sala de aula.

(...) quando chegamos, havia balões. Não eram nossos. Parecia ter havido uma festa antes da nossa começar. Uma aula não precisa conservar a sisudez de certos encontros supostamente certos. Preferimos os ares da(s) incerteza(s), em particular quando há brechas para que acontecimentos inusitados venham a nos saudar. Foi assim naquela noite em que nossas conversações foram animadas por alguns conceitos cunhados por Deleuze, Guattari (entre outros camaradas). E estes conceitos só ganharam ares de festa a partir de nossos esforços (e como isso dá trabalho) em produzir os nossos próprios conceitos a partir destes. Uma festa, um potlatch, um happening, um concerto de rock, é isso também o que pode uma aula.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Spinoza et le désir

“Le désir qui naît de la joie est plus fort, toutes choses égales d'ailleurs, que le désir qui naît de la tristesse.” (Spinoza, Éthique IV, prop. 18)

terça-feira, 21 de outubro de 2008

de-voar, de_vém, de-venir, devir

E (ainda) há aqueles que insistem em dizer que a Vida não vale a pena. É desses que eu (mais) tenho pena. A Vida vale a pena sim, quer seja a do escritor, ou a da ave. O escritor hoje pode utilizar outras penas para exercitar a sua escrita (expressão), ainda que a tão duras penas. As asas, as da imaginação, oriundas do sempre-menos-valorizado imaginário, nos permitem “o (mais) danado vôo”. O vôo por levitação, às vezes por Leviathan. As asas do desejo e suas inúmeras penas, isso sem contar com as asas sem penas, (e penas sem asas) ou asas-de-penadas e as máquinas outras de-voar, de_vém, de-venir, devir.