domingo, 15 de fevereiro de 2009

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... e sobretudo, delicadeza.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Cérémonie d’Adieu

... hoje me foi necessário ir despedir de uma guerreira. Na mais derradeira hora desta tarde, pude perceber que até a Terra se empalideceu, rendendo-lhe uma singela homenagem. Ela nos deixou na noite passada... deixou as mais belas lembranças também. De um estoicismo inabalável, cujo exemplo, ou melhor, seus modos de existir, de afecção e de afecto ainda nos renderão os mais belos efeitos.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

carroça de guerra

"Quando eu digo uma carroça, uma carroça passa pela minha boca." (Crisipo)


... e é extremamente necessário fazer passarem as carroças, mesmo as que estão com as rodas empenadas. Até aquelas que há muito não têm rodas. As que mal se arrastam e também as atoladas. Uma carroça de guerra, tipo estranho-estóico de máquina de guerra, veículo de um nomadismo absoluto, ou melhor, meio de transporte preferido pelos nômades, cujas velocidades no deserto, na estepe, na montanha ou no asfalto não podem mais ser medidas senão pelo efeito de seus paradoxos. "Siga as nuves! Siga as nuvens! encontre água." Eis o mapa do deserto, ou melhor, a sua cartografia... que não é feita jamais de rastros e sim de restos.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

removables.


Ordem e caos devem ser pensados como partes indissociáveis de uma mesma dinâmica que derruba e instaura novas ordens incessantemente. Conjugar as forças de caos e ordem passa a ser a tarefa primordial de nossos tempos, no sentido que o que está em jogo são as linhas definidoras da tessitura de nossa subjetivação. Ou extraímos do caos a sua potência, ou sucumbimos órfãos das extintas ordens que acreditávamos nos amparar. O caos compreende tudo o que tensiona as forças, derruba ordens de acomodação, aquilo que considerávamos natural, cabendo a nós extrairmos dele a sua potência como índice de movimento.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

No início...























... os passos eram dados com precisão. Depois de alguns goles... voou. Aterrisou deixando uma marca na areia. Marca de corpo caído, corpo deitado. Levantou-se e iniciou a caminhada. De vez em quando olhava para trás, e as marcas de pegadas na areia iam sumindo com o tempo, digo, com o vento.



Image: Finn Campbell-Notman

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

sábado, 3 de janeiro de 2009

"If we tolerate this...

... then our children will be the next." (M.S.P.)

O momento é exageradamente propício para a tomada de partido "de que lado você samba, você samba de que lado", mesmo que seja este o partido do coração partido, como (en) cantou o poeta Cazuza e é justamente por esta razão que me estranha o fato de que mediante o absurdo que ocorre na Faixa de Gaza nós estejamos ouvindo tão poucas vozes dentre os governantes das diversas nações planetárias posicionando-se de um lado ou d'outro neste conflito. Não vemos nenhum esforço diplomático internacional a favor de um cessar-fogo, muito pelo contrário, o silêncio de Obama, o apoio de Bush à violenta ofensiva israelense, o distanciamento da União Européia, a inoperância da ONU e organismos afins... o mundo tornando-se cada dia mais um espaço de fértil de indiferença. Insistir na tese de que organizações terroristas, mas inequivocadamente ruins de pontaria, como o Hamas e seus mísseis cegos são justificativa para o assassinato de centenas de civis é muita covardia. A ministra de Assuntos Exteriores de Israel, Tzipi Livni, disse há poucos instantes na rede americana CNN de televisão que é difícil distinguir entre os civis na faixa de Gaza quais os indivíduos que têm ligação com o Hamas e os que não têm. Ela disse ainda que o ataque terrestre israelense não tem como objetivo matar civis, desde que eles não estejam na frente do alvo. A matança continua.