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domingo, 3 de abril de 2011

Try walking in my shoes.


It’s in your shoes, babe, in every step that you give. I can tell you exactly where you been. Nowadays, our digital traces, these new model boots are doing the same. The nomad walks on the desert, after each step, no line, no trace, you can’t track them. A pair of shoes is like a concept, a philosophical concept. You better use your own shoes. The shoes that best fit with the kind of step you need to give. And you walk. Comfort is not exactly what a good pair of shoes should offer you. Some strong boots are not comfort but they resist to challenging temperatures, cracks on the floor, sand, water... giving you speed. Try walking in my shoes, try working with the concepts I offer you, the ones we can build together.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Bons encontros pelas esquinas de 2010 afora.


Chegamos aqui, 2010, e avistamos um punhado de esquinas pela frente? Nada além, nada aquém. Por que gosto tanto das esquinas? É porque nelas nunca sabemos o que vamos encontrar pela frente.


O que esperar de 2010?


Sou avesso às previsões, prefiro as produções. Penso que não podemos esperar nada menos do que a vontade de ocupar estes territórios, as esquinas de 2010, em que o cruzamento com o inusitado, a possibilidade de experimentações e de encontros heterogêneos, bons encontros num sentido spinozano, podem acontecer.


Sim, mais um ano possível pela frente, eis talvez uma das razões pelas quais é comum sentir um revigoramento nas viradas de ano.


Porém, as viradas de ano costumam se dar repletas de promessas e é aqui que reside todo o perigo. Não podemos nos esquecer dos alertas nietzschianos quanto aos riscos presentes nas promessas não cumpridas que deixamos pelo caminho (lixo pelas esquinas). Podemos padecer em meio a ressentimentos e à má consciência. Isso tudo agravado por um dos maiores inimigos de nosso intercessor bigodudo, a preguiça.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

carroça de guerra

"Quando eu digo uma carroça, uma carroça passa pela minha boca." (Crisipo)


... e é extremamente necessário fazer passarem as carroças, mesmo as que estão com as rodas empenadas. Até aquelas que há muito não têm rodas. As que mal se arrastam e também as atoladas. Uma carroça de guerra, tipo estranho-estóico de máquina de guerra, veículo de um nomadismo absoluto, ou melhor, meio de transporte preferido pelos nômades, cujas velocidades no deserto, na estepe, na montanha ou no asfalto não podem mais ser medidas senão pelo efeito de seus paradoxos. "Siga as nuves! Siga as nuvens! encontre água." Eis o mapa do deserto, ou melhor, a sua cartografia... que não é feita jamais de rastros e sim de restos.

domingo, 21 de setembro de 2008


::(...) vamos cortar areia? Eis o que fazem as tribos nômades em travessia constante deserto afora. Aqueles que segundo D&G se movem mesmo sem sair do lugar, numa espécie de pensamento nômade. Seguindo nuvens, pois é por lá, na direção destas que se costuma encontrar um pouco d´água para matar a sede destas bandos cheios de vida. Em quê se pode dizer que a sala de aula em muito se parece com um deserto e numa mesma guinada, como é de um certo nomadismo que precisamos no nosso dia-a-dia

sábado, 20 de setembro de 2008

Um novo tempo, a_pesar dos perigos.


Vamos começar de novo, começar pelo meio. Eis (mais) um daqueles instantes em que uma linha pode botar tudo para perder, afinal, sobre o que tratar-se-á este blog? Ainda não sei. Acredito que este venha a ser apenas mais um blog sobre/sob tudo e sobre/sob nada e mais um monte de coisas também, a se posicionar ao lado do que respira, inspira, pira... e esta é uma mensagem inicial dedicada a todos e a ninguém. Para que mesmo é que serve uma mensagem inicial? Certamente é para disparar qualquer coisa que venha logo a seguir....e aqueles que quiserem seguir, que venham logo.