quarta-feira, 30 de setembro de 2009
ensinar-aprender em tempos como os nossos
terça-feira, 23 de junho de 2009
A criança e o assombro

Há mais espaço nas celas das prisões em presídios pelo mundo afora, incluindo os do Brasil, do que nas salas de aula de escolas de toda parte, de todos os níveis (do berçário à pós-graduação). Há mais tempo por lá também, nas celas, mesmo que isso pareça inacreditável. Foucault já fez o trabalho sujo de nos mostrar o quanto de inspiração se extraiu do modelo prisional para os demais modelos (família, igreja, caserna, fábrica, etc.). Aliás, há muito estamos quase proibidos de colocar em análise as forças do espaço sem que num mesmo golpe, concomitantemente, se conjugue também as forças do tempo... dos tempos e dos espaços. Inventou-se a expressão espaço-tempo, que não é nada nova, mas ainda soa tal como se novidade fosse. Uma criança flutua, navega pela sala de aula, percorre distâncias, traça proximidades, faz isso com sua atenção ainda dotada de sensibilidade, talvez Matisse tenha mais a nos ensinar sobre os modos de ensinar-aprender com as crianças do que toda uma herança da pedagogia que ainda se arrasta pelos corredores das escolas, com suas correntes pesadas e enferrujadas, tal como um fantasma aposentado, que há muito perdeu a habilidade de produzir um assombro.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
... do livro "Democracia e Subjetividade: a produção social dos sujeitos democráticos"
Isso também acontece quando falamos de processos educativos que se utilizam das chamadas novas tecnologias. Não nos esquecendo que elas também são evolução, progresso, mas não necessariamente melhorias, pois nem sempre ocorrem de maneira democrática, participativa, ampla, com envolvimento da grande maioria das pessoas, como o modo de transmissão de conhecimentos dos nossos ancestrais." - Rogério Felipe
terça-feira, 3 de março de 2009
... e o muro caiu. (mais uma vez)
terça-feira, 23 de setembro de 2008
::raspas de uma certa dissertação::
domingo, 21 de setembro de 2008

::(...) vamos cortar areia? Eis o que fazem as tribos nômades em travessia constante deserto afora. Aqueles que segundo D&G se movem mesmo sem sair do lugar, numa espécie de pensamento nômade. Seguindo nuvens, pois é por lá, na direção destas que se costuma encontrar um pouco d´água para matar a sede destas bandos cheios de vida. Em quê se pode dizer que a sala de aula em muito se parece com um deserto e numa mesma guinada, como é de um certo nomadismo que precisamos no nosso dia-a-dia

