sábado, 17 de abril de 2010

velocidade na escrita sempre movente

Flows, we're nothing but flows. Flows, Flowers, flyes. devir_orquídea_vespa, numa mais valia de código.

Ganhos de velocidade na escrita sempre movente.

São hoje os dedos que não acompanham a velocidade de um pensamento, ou o contrário?


Avançar. Fast-Forward! Fast-Forward! Fast-Forward! Um corpo pode o que pode um corpo. Ou, um corpo já nem bem pode o que pode um corpo. O que pode um corpo? (aquela pergunta cujo retorno faz persistir...repete, insiste, repete) relações de velocidades e lentidões, cujos fluxos configuram, no instante mesmo em que se desmantelam, partículas rítmicas de existência, sempre transitórias, quase sempre arbitrárias.

A velocidade da luz, ambição de outrora, hoje luz da velocidade, mas só há encontro quando uma distância, mesmo que mínima, é instaurada em uma duração. (Distância=Velocidade X Tempo).


A velocidade da luz faz sombra?


Toda uma arquitetura das transparências arredias, hoje aglomerações de sujeitados em espaços de passagem, de deslocamento, que não foram projetados para atrasos de vôo(s). De um projeto ao projétil, uma bala perdida, e o passo que tinha de ser dado, uma vez que se hesita... passo nenhum há. Não há passo dado, não há dado. Não há a priori, mas um tempo presente, ou melhor, há o que há em tempo presente. Um presente dissecado, limado, raspado e isento de futuro, e também de passado, tal como os estóicos o concebem. Transmissões em tempo real? Trans_Missões, nos espaços entre_trans, e entre espaços, lisos e estriados. Apenas expressões de incorporais no plano imanente chamado Intenet.

Capturaram o soco de uma polegada do Bruce Lee, e medindo-o em um laboratório chegaram à conclusão que este golpe alcança a velocidade de 12m/s, o suficiente para atravessar uma quadra de basquete em 1 segundo. Não era um soco tão forte, se comparado ao dos pugilistas peso-pesado, mas o suficiente para machucar, distrair e desequilibrar um oponente de peso, tal qual Chuck Norris.


Um comentário:

Dioniso disse...

Velocidade embriaguez, não há metas. É uma espécie de delírio dançante, onde dançar fosse correr, correr sempre com o pano de fundo do eterno retorno do tempo, e do espaço.

Fim da contemplação. Calma, dedicada, aplicada, suspendendo tudo o que não se fixa numa narrativa que delineia o mundo que compreendo na partilha do que contemplo.

Há já algum tempo que não contemplamos. Mas há também um certo cansaço do vaguear frenético do homem pós-pós-moderno.

O devir é o meu reino, mas quero parar o tempo para desenvolver um ou outro cliché filosófico.