quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Trabalhando com os petardos de Spinoza
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Instant Replay
"Falling is so much like learning
when we are awake.
Dreaming is so much like living
when we are sleeping.
Don’t talk too much about us
it’s such a waste of time.
Meet me at the scene of the crime."
when we are awake.
Dreaming is so much like living
when we are sleeping.
Don’t talk too much about us
it’s such a waste of time.
Meet me at the scene of the crime."
_____________________________________________________________________________________
Yes, it happened years ago, I was a singer and also wrote a few songs.
A criança e a cadeira
Como um não-filósofo, acredito que minhas colocações tenham o mesmo peso tal como se por uma criança fossem aqui apresentadas. Não confunda a criança com o infantil que costuma ser jogado sobre ela, soterrando-a, de modo a fazer com que caricaturalmente ela se pareça sempre com um ente inferior ao adulto. E não sou daqueles que dizem que há uma criança dentro de mim, pois isso não há. O que há dentro e envolto por uma pele porosa e altamente atravessável, se for realmente necessário estabelecer dentros e foras, são vísceras, líquidos e outras mazelas, mas não se tem notícia de nenhuma criança. Por outro lado, ao ler o seu texto agencio minhas idéias às de uma criança, pois as crianças não se interessam muito sobre a função das coisas. Elas não param mediante uma explicação do tipo: “isso serve para aquilo, eis sua função e logo, sua utilidade”, às crianças interessa mais e efetivamente como as coisas funcionam, quando funcionam, mesmo que avariadas, mesmo se inúteis. “Como funciona?” é uma pergunta diferente e muito mais efetiva do que “Qual a função?”. Mesmo porque muitas das funções de tudo e de todos passam longe de como tudo e todos funcionam de fato, ou quais as utilidades prescritas. Uma cadeira: responda a uma criança o que é e qual a função de uma cadeira, e ela logo usará o próprio corpo para extrair deste objeto modos de colocá-lo para funcionar considerados pouco ortodoxos. Nas escolas e outros espaços de formação se ensina bastante acerca das funções de tudo e de todos, mas raramente se trabalha as sensibilidades em nós para apreendermos como tudo e todos funcionam. Nosso ensino é no geral excessivamente teórico-abstrato, mezzo-platonizado, e, tal como Deleuze e Guattari nos fazem pensar através do livro “O que é a Filosofia?”, pelo fato dos professores serem no mais das vezes os porta-vozes da ciência, e à ciência compete definir e classificar funções, se ensina as funções de tudo e de todos. Mas e quando não funciona ou funciona de modo diferente? O que fazer? Mudar a função?
Oh-ouh! Quando os órgãos prestam um desserviço ao corpo, há meios de se escapar do juízo de Deus e seus organismos e criar para si um Corpo sem Órgãos, tal como nos sugere Artaud?
Mais um texto meu em resposta ao post de Jason Manuel Carreiro no blog Não Há Pensamento Raro
sábado, 3 de outubro de 2009
às margens do pensar em devir
... por vezes pensar se dá por atravessamentos e atrevimentos. Entre corpos, nem dentro, tampouco só fora. Somos atravessados e atravessamos, nos atrevemos. Corpos podem ser de todo tipo, de toda natureza, matérias em decomposição-composição, moléculas em salto acrobático. Há ainda a insistência por se localizar no cérebro algum sinal do logradouro do pensamento. Não encontraram nada por lá (ainda). Vocês se lembram de Descartes e o episódio da glândula pineal? Anedotas a parte, não me importo mesmo acerca do que costuma ser denominado “o pensamento”, parecem tratá-lo muito mal, tal como se fosse algo estático, uma espécie de produto que pode ser embalado e vendido: “o pensamento de Kant”, “ o pensamento de Hegel”, e se não for distribuído através de uma editora de renome, divulgado por alguém com o devido pedigree não serve, não presta. Pensar para mim tem mais a ver com processo, em que riscos estão envolvidos, os mais diversos. É de um atrevimento imenso pensar nos dias de hoje, algo raro inclusive, que não ocorre simplesmente ao bel-prazer de uma contemplação, mas, mais por uma urgência que nos lança ao desafio descomunal, mergulho no desassossego, postura de inquietude e estranhamento, forças em tensão, à semelhança de um encontro com um tufão. Pensar, que seguindo as mais belas “fábulas” estóicas pode se dar mesmo quando pensamento não há. Não há pensamento já dado, aprioristicamente, quieto, parado, inofensivo. Pois se no beijar não há beijo, mas sim saliva, bocas, lábios, desejo, sapinho, bactérias, gengivas, dentes, mãos bobas... talvez o pensar se abstenha da necessidade de se parar mediante a cristalização de algo que sejamos capazes de denominar de maneira definitiva e absoluta “o pensamento”.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
...animando o conceito de devir de Deleuze e Guattari
... um diagrama do conceito de devir em D&G, um punhado de categorias e suas relações. Pretexto para prosseguirmos hoje à noite numa animada conversação iniciada na última terça feira com um bando de psicólogos em formação em Belo Horizonte.
Marcadores:
cartografia,
deleuze,
devenir,
devir,
guattari
Assinar:
Postagens (Atom)

