segunda-feira, 10 de outubro de 2011
intermezzo
domingo, 4 de setembro de 2011
Encontre-me num congresso por vir...

... provocar é mais interessante do que simplesmente evocar.
Leituras:
Numa leitura é importante reconhecer as velocidades e suas alternâncias, que podem ser lentas, rápidas e até catatônicas. Muitas vezes se confunde a pressa com as velocidades, e insisto que a pressa é a inimiga das velocidades. Os escritos de Deleuze & Guattari produzem efeitos diversos, que podem ser de esquizoanálise ou não. Leituras apressadas são piores do que sobrevoos rasantes. Conceitos são datados, são algo vivo, são produzidos (inventados), funcionam e morrem. Há casos em que conceitos são simplesmente evocados, mas esvaziados de sentido(s), o que é triste num sentido spinozista, e vale o alerta para a esquizoanálise e também para outras propostas - (gritar "viva o múltiplo", ainda não é fazê-lo, é preciso fazer o múltiplo.).
Dualismos:
Ah! Os dualismos e os riscos de cairmos em dicotomias: há uma esquina digital, outra analógica, dentre outras várias, mas o que interessa entre as esquinas são seus cruzamentos, rupturas. Pouco importa qual a esquina, mas sim o que por ela passa, ou não passa. De repente compor um plano de consistência entre dois e mais mundos e suas esquinas. ... quando o que une um par são suas diferenças, então já não são dois, tampouco apenas três, de repente uma multiplicidade. Uma multiplicidade qualitativa vai além dos números e estoura o par e os dualismos, mudando-os de natureza. Será? A vespa e a orquídea foram convidadas para o congresso?
Gadgets:
Honestamente, não sei o que é um gadget, esta palavra me faz gaguejar, talvez para daí ser capaz de produzir um conceito gadget, cuja duração não vai muito longe. Hoje estamos na onda dos aplicativos, a palavra gadget é escorregadia, difícil de ser aplicada, o que dirá, explicada. Gadgets, há de toda sorte, e podemos defini-los como algo que já surge sem utilidade, banalizado, mas é aí que de repente reside a força de um gadget. Você acha que ele está morto e ele não está mais lá. Ainda não sabemos o que pode um gadget.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Primeiro vieram os rinocer(antes) e depois um punhado de zebras.

Primeiro vieram os rinocer(antes) e depois um punhado de zebras. Este é um texto cifrado, você não vai entender muita coisa. O que importa mesmo são as imagens, e cada vez menos, o que você é capaz de fazer com elas. Num mundo de listas, há animais que têm listras, sendo – por mais incrível que isso possa lhe parecer – muito discretos.
Há também uma espécie de rinocerontes que são unicórnios e nada têm a ver com aqueles cavalinhos mitológicos. Não são animais mágicos, não voam, são pesados (mas não no sentido das arrobas de um boi). O peso dos rinocerontes vem de sua consistência animal.
O desafio é criar conceitos que têm o peso de um rinoceronte e ao mesmo tempo a harmonia e a singularidade das listras de uma zebra.
terça-feira, 21 de junho de 2011
A introspecção, essa tagarela.
terça-feira, 19 de abril de 2011
Um ônibus para a tristeza.
domingo, 17 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
Try walking in my shoes.


