quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

carroça de guerra

"Quando eu digo uma carroça, uma carroça passa pela minha boca." (Crisipo)


... e é extremamente necessário fazer passarem as carroças, mesmo as que estão com as rodas empenadas. Até aquelas que há muito não têm rodas. As que mal se arrastam e também as atoladas. Uma carroça de guerra, tipo estranho-estóico de máquina de guerra, veículo de um nomadismo absoluto, ou melhor, meio de transporte preferido pelos nômades, cujas velocidades no deserto, na estepe, na montanha ou no asfalto não podem mais ser medidas senão pelo efeito de seus paradoxos. "Siga as nuves! Siga as nuvens! encontre água." Eis o mapa do deserto, ou melhor, a sua cartografia... que não é feita jamais de rastros e sim de restos.

2 comentários:

Theo disse...

Da onde você tirou esse texto? É do Deleuze? que livro que eu não acho...
grato

rfelipe disse...

Prezado Theo, este texto, como os demais neste blog, são de minha autoria.

Os conceitos muitas vezes tem origem no trabalho de intercessores da filosofia da diferença, esquizoanálise, socioanálise e análise institucional, entre outros.